Flávio Bolsonaro se declara “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” em carta e anuncia que vai liderar a oposição dos EUA

Senador derrotado contesta resultado reconhecido pelo TSE e pelo próprio PL; Lula venceu com 64,2 milhões de votos

Redação Canal STTV | 28/10/2026

Flávio Bolsonaro se declara “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” em carta e anuncia que vai liderar a oposição dos EUA

Canal STTV Multiplataforma (Salim Tosta)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” em uma carta publicada nesta quarta-feira (28), após desembarcar nos Estados Unidos. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, ele anunciou que pretende comandar a oposição a partir do território americano.


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Lula reeleito com 64,2 milhões de votos, uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões sobre o adversário. 

Além do Judiciário brasileiro e de organismos internacionais, integrantes da oposição reconheceram o resultado, incluindo o PL, partido do senador. No documento, Flávio acusa o processo eleitoral de fraude e atribui ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ampliação da votação de Lula entre os dois turnos. Entretanto, os números registrados após a extensão do horário não sustentam essa associação. O senador também critica Alexandre de Moraes, nega ter fugido do Brasil e agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina.



Carta associa prorrogação a votos que não vieram do horário adicional

Flávio afirma que a decisão de Zanin permitiu ao petista acrescentar mais de dez milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno. A alegação vincula esse crescimento à prorrogação da votação até as 19h. Contudo, o TSE registrou apenas cerca de 34 mil votos depois das 17h00, horário inicialmente previsto para o encerramento. Portanto, esse contingente não explica a diferença mencionada na carta nem seria suficiente para superar a vantagem final de Lula. Além disso, as campanhas dos dois candidatos recorreram ao tribunal eleitoral no domingo (25) para solicitar a extensão do horário. Mesmo assim, o senador questiona a competência do STF para tomar a decisão e afirma que os eleitores enfrentaram regras diferentes. 

 

Também acusa a campanha adversária de abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública, alegações que apresenta como justificativa para pedir a cassação da chapa Lula-Alckmin. O senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” em uma carta publicada nesta quarta-feira (28), após desembarcar nos Estados Unidos. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, ele anunciou que pretende comandar a oposição a partir do território americano.



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Lula reeleito com 64,2 milhões de votos, uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões sobre o adversário. 

Além do Judiciário brasileiro e de organismos internacionais, integrantes da oposição reconheceram o resultado, incluindo o PL, partido do senador. No documento, Flávio acusa o processo eleitoral de fraude e atribui ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ampliação da votação de Lula entre os dois turnos.

 

Entretanto, os números registrados após a extensão do horário não sustentam essa associação. O senador também critica Alexandre de Moraes, nega ter fugido do Brasil e agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina.



Carta associa prorrogação a votos que não vieram do horário adicional

 

No documento, Flávio acusa o processo eleitoral de fraude. Flávio afirma que a decisão de Zanin permitiu ao petista acrescentar mais de dez milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno. A alegação vincula esse crescimento à prorrogação da votação até as 19h00. Contudo, o TSE registrou apenas cerca de 34 mil votos depois das 17h00, horário inicialmente previsto para o encerramento. Portanto, esse contingente não explica a diferença mencionada na carta nem seria suficiente para superar a vantagem final de Lula.

 

Além disso, as campanhas dos dois candidatos recorreram ao tribunal eleitoral no domingo (25) para solicitar a extensão do horário. Mesmo assim, o senador questiona a competência do STF para tomar a decisão e afirma que os eleitores enfrentaram regras diferentes. Também acusa a campanha adversária de abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública, alegações que apresenta como justificativa para pedir a cassação da chapa Lula-Alckmin.



Senador nega fuga e anuncia atuação política nos Estados Unidos

Ao explicar a saída do país, Flávio relaciona a decisão ao pedido de apreensão de seu passaporte. Na carta, atribui a medida a uma perseguição política e dirige acusações a Alexandre de Moraes e à Suprema Corte. O senador afirma que não existe mandado de prisão contra ele e diz ter levado a família aos Estados Unidos por segurança. Na sequência, rejeita a classificação de fuga.

 

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu.

 

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro também compara sua situação à de figuras históricas que atuaram politicamente fora de seus países. Entre os nomes citados estão Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí. Ao se dirigir aos parlamentares e governadores que apoiou, Flávio menciona especialmente Rogério Marinho, seu candidato à Presidência do Senado. Nesse trecho, anuncia que continuará a atuação política do exterior.

 

“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirma.

 

O documento ainda pede uma reação das instituições brasileiras e da comunidade internacional. Por fim, o senador promete pronunciamentos regulares e uma estratégia de mobilização por meios que classifica como pacíficos e legítimos.



Leia a íntegra da carta de Flávio Bolsonaro

Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

 

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema.

 

Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

 

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

 

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

 

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.

 

Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

 

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.

 

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e Maria Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

 

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

 

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

 

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

 

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

 

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.

 

Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.





📱Quer saber mais na palma da sua mão?


Junte-se à nossa comunidade de leitores comprometidos com o jornalismo Brasileiro de qualidade.

📡 Canal STTV Multiplataforma
Informação com credibilidade, velocidade e profundidade.

Acompanhe-nos e fique por dentro de tudo o que acontece no Mundo dos Templários, Feiras, Eventos e do Turismo!

🌐Siga as redes sociais do Canal STTV:
https://linktr.ee/canalsttvoficial

📊Divulgação, publicidade, E-mail:

contatocanalsttvoficial@gmail.com